Vendas de cerveja da Heineken crescem em todas as regiões; Brasil ajuda

26/10/2018
Imagem retirada de https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/08/heineken-pode-fechar-duas-fabricas-no-brasil.html
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A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, aumentou as vendas de cerveja em todas as quatro regiões do mundo no terceiro trimestre, com Brasil e México entre os destaques, e manteve as perspectivas para o ano.

A fabricante holandesa da Heineken, a cerveja mais vendida da Europa, assim como das marcas Tiger, Sol e a cidra Strongbow, disse nesta quarta-feira que o volume consolidado de cerveja aumentou 4,6 por cento em relação ao ano anterior, para 6,26 bilhões de litros no período de julho a setembro, em linha com a expectativa de analistas consultados pela Reuters, de 6,25 bilhões de litros.

"O crescimento do volume continuou no terceiro trimestre, beneficiando-se do bom tempo na Europa e do forte crescimento no Brasil, México, Vietnã e África do Sul", disse em comunicado o presidente-executivo, Jean-François van Boxmeer.

As vendas da Heineken Lager, marca global premium da empresa em que as margens são maiores, aumentaram 9,2 por cento, com forte crescimento no Brasil, África do Sul, França e Rússia.

Os únicos pontos negativos foram o declínio das vendas de cerveja na Nigéria, um importante mercado para a cervejaria, bem como na República Democrática do Congo, Camboja, Polônia e Espanha. As vendas de cerveja Heineken também caíram na região da Ásia-Pacífico.

A companhia disse que suas expectativas para o ano não foram alteradas. A Heineken cortou sua previsão de margem para o ano todo em julho, devido à fraqueza da moeda em alguns mercados mais lucrativos, como o México e o Vietnã, e a expansão no Brasil.

A cervejaria disse que sua margem de lucro operacional diminuiria em 20 pontos-base este ano, em comparação com uma previsão anterior de um aumento de 25 pontos-base.

A Heineken adquiriu as operações deficitárias brasileiras da japonesa Kirin em 2017 para se tornar a segunda participante do país da América do Sul, e já havia alertado para um impacto dilutivo em suas margens.

Fonte: Extra, com informações da Reuters (escrita por Philip Blenkinsop)