Heineken investirá R$ 15 milhões para ampliar cursos do Instituto da Cerveja Brasil

03/04/2019
Imagem retirada de https://catalisi.com.br/heineken-investira-15-milhoes-para-ampliar-cursos-do-instituto-da-cerveja-brasil/
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Segundo reportagem publicada no site do Valor, a Heineken, segunda maior cervejaria do Brasil, atrás da Ambev, investirá 15 milhões de reais no Instituto da Cerveja Brasil. A instituição fornece uma série de cursos dedicados a formação de profissionais para o mercado da cerveja.

O investimento visa ampliar a oferta de cursos e treinamentos de diferentes públicos incluindo mestres-cervejeiros, funcionários da Heineken, distribuidores, varejistas e sommeliers de acordo com a notícia. A parceria terá duração de sete anos e poderá ser prorrogada.

“Essa parceria tem por objetivo ajudar a mudar o mercado brasileiro, democratizando o conhecimento sobre cerveja. Quanto mais os consumidores conhecerem, maior vai ser o seu poder de escolha na hora da compra”, afirmou Nelcina Tropardi, vice-presidente de assuntos corporativos da Heineken no Brasil.

Segundo Estácio Rodrigues, sócio-diretor do ICB a instituição forma 1,2 mil pessoas por ano e com a parceria pretende formar 2,5 mil pessoas por ano. Numa fase posterior a empresa pretende investir no modelo de cursos a distância, pela internet.

O instituto, que já atua de maneira itinerante em 10 cidades, pretende alcançar mais nove, estando presente em todas as regiões do país.

Posicionamento da Heineken no segmento artesanal
Ainda de acordo com a publicação do Valor, Bruna Fausto, diretora de marketing do segmento artesanal da Heineken no Brasil, que produz as marcas Eisenbahn e Baden Baden, disse que a companhia não vê as microcervejarias como concorrentes, mas como parceiras. “Vamos usar a parceria com as microcervejarias para promover o desenvolvimento do mercado. Vamos desenvolver juntos esse segmento”, complementando com a afirmação que a empresa não tem planos de adquirir cervejarias artesanais no país.

Tanto a marca Baden Baden quanto a Eisenbahn foram adquiridas pela Heineken quando esta adquiriu a Brasil Kirin que já detinha ambas em seu portfólio. Foi neste movimento que a Heineken alcançou a segunda posição no mercado brasileiro, ultrapassando o Grupo Petrópolis.

Diferente da concorrente Ambev que já trouxe para o país rótulos de artesanais adquiridas no exterior como a americana Goose Island, a Heineken ainda não trouxe para o país exemplares adquirido no exterior que compõem seu portfólio no segmento artesanal, como a também americana Lagunitas ou a britânica Beavertown.

A evolução da parceria Heineken e ICB
O relacionamento entre a Heineken e o Instituto da Cerveja Brasil já tem sido apresentado ao público através de diversas ações ao longo dos últimos anos.

Em 2016 a instituição recebeu o brewmaster global, Willem van Waesberghe, da multinacional para palestras.

O concurso Mestre Cervejeiro Eisenbahn conta como o suporte do ICB para avaliações das amostras de cervejas dos participantes, além de premiar o ganhador com um curso de mestre cervejeiro na instituição.

Mais recentemente a marca Baden Baden realizou sua primeira cerveja colaborativa, com a utilização de lúpulos brasileiros da plantação da própria cervejaria, convidando as cervejarias Verace (MG), Three Monkeys (RJ) e Landel (SP) para o desenvolvimento das receitas.

A unidade de produção utilizadas para a produção destas cervejas foi a fábrica-escola do ICB localizada na cidade de Indaiatuba (SP), se mostrando um ativo interessante para utilização da empresa em lotes experimentais.

Fonte: Catalis