Cerveja artesanal: hobby que pode virar um bom negócio

04/02/2019
Imagem retirada de https://diariodovale.com.br/economia/cerveja-artesanal-hobby-que-pode-virar-um-bom-negocio-2/
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O dentista Rodolfo Müller sempre foi um grande apreciador de cervejas artesanais, tanto que se tornou um produtor delas. Tudo começou degustando rótulos diversificados e lá se vão quatro anos desde que ele entrou no ramo de produção da bebida. E de lá para cá vem uma constatação: o interesse do público tem aumentado na mesma proporção do que é produzido, sem entornar o copo.

– Hoje faço produção de cerveja para eventos como casamentos e festas, mas também tenho um “beer truck” que o levo para festivais e shows como no Festival de Cerveja em Ipiabas e em shows de artistas famosos na região – disse.
Segundo Rodolfo, a produção artesanal de cervejas tem aumentado a cada ano na região e no país. A projeção é que tenha atingido 2% ao ano. “Hoje, de cada cinco garrafas de cerveja vendidas no mercado, uma é artesanal”, afirma Rodolfo.

O dentista lamenta apenas que a produção caseira ainda não seja totalmente aceita pelo Ministério da Agricultura. Isso, segundo ele, impede as vendas de um montante ainda maior de cerveja artesanal e com um preço mais em conta em supermercados e mercearias. Rodolfo acredita que o segredo para produção de uma boa cerveja é a paciência durante a preparação e o estudo antes.

– A burocracia e o estado ainda dificultam um aumento das vendas de cerveja artesanais dos pequenos produtores, mas acredito que as coisas mudem. Hoje a minha produção gira em torno de 500 litros por mês e a grande maioria dos meus clientes é composta de amigos, conhecidos e das encomendas para eventos – afirma o produtor.

Em relação ao mercado da região sul fluminense, o empresário alega que a está crescendo com o apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). “Hoje temos mais de 200 produtores de cerveja artesanal só na nossa região e acredito que o mercado aos pouco está mais acessível e aumentando cada vez mais”, opina.

O dentista está bem otimista e também confiante numa melhora nas vendas em 2019. “As vendas tem tudo para aumentar este ano, pois as pessoas estão se acostumando a comprar cerveja artesanal. E como a minha própria produção cresceu bastante em 2018, estou legalizando toda a documentação da empresa para estar mais competitivo no mercado em 2019”, destacou.

O engenheiro Bruno Salvador da Silva é outro apreciador de cerveja que também abraçou a causa, tornando-se um produtor artesanal. Há um ano no ramo da produção de cerveja artesanal, Bruno começou a se interessar por cerveja em 2005, quando estudou engenharia em Vassouras.

– Lá eu aprendi o básico e me interessei bastante sobre a produção de cerveja, mas não tinha como conciliar. Mas há dois anos comecei a estudar online e aos poucos fui comprando equipamentos e produzindo em casa. Hoje já tenho a minha própria produção, mas que por enquanto é só para consumo próprio e para os amigos – explica.

O engenheiro acredita que as pessoas se interessem por cervejas artesanais em razão do paladar, pois não se usa nenhum tipo de conservante e tudo é mais natural.

– Não usamos nenhum produto químico nem conservante e tampouco clarificante para deixar a cerveja mais clara. Hoje produzo apenas por hobby e por prazer. Trabalho na CSN e quando estou em casa produzo cerveja para relaxar. Consigo produzir por mês cerca de 60 litros, seja em garrafas ou barril, e até hoje já produzi oito tipos e continuo aprimorando. Antes eu buscava receitas pela internet, hoje já consigo produzir a minha própria receita – afirma orgulhoso.

Segundo Bruno, os produtos básicos são o malte, água, levedura e lupo. Já o tipo da cerveja é determinado de acordo com o malte utilizado. “Acredito que a nossa região é um mercado promissor para a cerveja, pois o produto artesanal está crescendo. Hoje em torno de 16% de cerveja artesanal é absorvida pelo mercado na região” – opina.

Fonte: Diário do Vale